Mangueira: As Primeiras Estações

Marcia Olivieri de Souza
Professora de lnformática Educativa do Centro Integrado de Ensino Público (CIEP),
Ginásio Público 241, 'Nação Mangueirense'

O trabalho pioneiro de introdução da lnformática Educativa no Ensino Público do Rio de Janeiro deu-se oficialmente no ano de 1995, no CIEP 241 Nação Mangueirense sob a execução das professoras Marcia Olivieri de Souza e Valéria Gomes Fernandes. Profissionais experientes, com nível superior, licenciatura Plena e Pós-Graduação além de cursos de informática.

O objetivo inicial de modernização do Ensino Público a nível de informática naquela Instituição de Ensino, após colimado, progrediu e atualmente leva aos demais membros do corpo docente e à comunidade mangueirense a oportunidade, que antes não passava de sonho, de operar computadores.

O progresso, apesar de significativo, em que pese o esforço do Governo do Estado, da direção do Escola e das professoras Marcia e Valéria, encontra-se distante do ideal, pela escassez de meios. O Nação Mangueirense dispõem de apenas uma impressora, seis microcomputadores do tipo PS1, necessitando upgrade para receber os novos softwares educacionais, além de outros 10 micros do tipo XT, que foram doados por estarem obsoletos. 'Obviamente gostaríamos muito de trabalhar com outros modelos de hardware (computadores), que possibilitassem a utilização de softwares (programas) mais sofisticados, porém o equipamento do qual dispomos não permite... nossa maior dificuldade é a da manutenção do equipamento: a única impressora está apresentando defeito; ternos 3 micros XT e um PS1 inoperantes'.

Como software utilitário, é utilizado o Clarisworks, doado pela Assessoria de lnformática da Secretaria Estadual de Educação. Contém um editor de texto, urna planilha, um banco de dados e um editor gráfico. Isso auxilia à elaboração de redações e de um jornalzinho, por parte das crianças.

Voltando à questão dos softwares, os 'joguinhos' também são importantes, no que diz respeito à motivação. Com a vontade de ir à sala de informática jogar, os alunos aprendem e desenvolvem habilidades com o teclado, mouse, etc. e a familiarização dos termos como 'drive', 'disquete' e outros. Os principais jogos utilizados são: Labirinto, Bip Bop, Forca e Pega 1, entre outros.

Quando uma criança encontra dificuldade em lidar com algum jogo, ela tenta diversas vezes com o mouse ou com as setas do teclado até conseguir. Vencer aquela dificuldade faz com que a coordenação motora e inteligência das crianças sejam estimuladas. Assim, as professoras estão trabalhando de maneira criativa, o desenvolvimento das habilidades das crianças.

O jornalzinho supracitado é elaborado pela prof. Telma e os alunos do sétima série. Nele, os alunos desenvolvem temas de toda ordem, inclusive problemas afetos à comunidade, como por exemplo: 'a violência na Manqueira' e 'como a população local sofre com a ação de PMs'. As crianças sentem essa pressão, vivendo o dia-a-dia e procuram passar esses sentimentos através dos artigos. Existem também espaços para receitas de culinária, moda, etc.

São empregados também alguns acessórios do 'Windows'. São eles: o Paintbrush e o Write. No Paintbrush elas adoram desenhar e vão longe.... No Write, gostam de escrever letras de músicas, 'rap' entre outros.

Por enquanto, a informática atinge apenas alunos a partir do sétima série do primeiro grau, sob forma de aulas convencionais e oficiais (práticas). Com relação aos alunos do Segundo Grau, é desenvolvida a parte profissional, sendo fornecidas noções sobre DOS e Windows, para que, 'lá fora', eles possam ter maiores chances, ao ingressar no mercado de trabalho.

Os atuais cursos oferecidos à comunidade, no tentativa de ampliar o 'universo' da lnformática, têm apresentado resultados animadores.

'O importante de tudo que foi exposto é que, durante esse tempo em que estamos trabalhando, observamos um bom aproveitamento e crescimento de todos as partes envolvidas: crianças, adolescentes, funcionários, professores e pessoas da comunidade', relata a professora Valéria.